quarta-feira, 25 de julho de 2012


Leitor e escritor: um encontro marcado no tempo


Uma homenagem ao dia do escritor: 25 de julho

Falar é dizer ao vento. Escrever é contar ao tempo”. Pe. Antônio Francisco Bohn

Nada melhor do que esse pensamento para iniciar este post num dia tão especial para mim e para tantas outras pessoas que exercem a arte de escrever. Ser escritor é uma arte; mas, acima de tudo, é ser um sonhador, um imortalizador de ideias e sentimentos.
O escritor consegue transpor a barreira do tempo, falar ao coração, instruir, fazer refletir e desenvolver senso crítico, envolvendo os leitores num encontro atemporal. Quantas vezes eu já me vi completamente imersa a tal ponto em uma história que me senti como se estivesse lá, assistindo a tudo ou até participando da história! Quantas vezes que eu já me vi sentada ao lado de Machado de Assis em sua casa no Cosme Velho, ouvindo-o contar a história de Capitu e de tantas outras de suas personagens! Quantas vezes ele, autodidata, já me deu aulas de português! Quantas vezes já me vi caminhando por um bosque com Jane Austen enquanto ela me contava as histórias de Elizabeth e Elinor? Quantas vezes já não admirei a baianidade de Jorge Amado, no Rio Vermelho, enquanto ele me falava das “artes” de Dona Flor, Vadinho e Dr. Teodoro?
E assim foram e são minhas muitas viagens através das páginas de muitos autores e autoras... Estas levaram-me e incentivaram-me a mergulhar em minhas próprias páginas, a criar meus mundos, a compreender o drama de meus personagens e a fazer deles objeto de reflexão. Abrir um livro é ampliar horizontes, aprender com prazer e gerar conhecimento. É conversar com alguém sem que esta pessoa esteja fisicamente presente. É um diálogo através do tempo e do espaço.
Assim, no dia de hoje, lembro o quão maravilhosa é essa conversa atemporal que temos com os escritores e o quanto é instigante lançar-se nesta aventura que é escrever um livro. De certa forma, escrever é imortalizar-se em palavras através de um encontro marcado com o leitor, que se inicia no momento em que descerramos um livro e encontramos a primeira página repleta de palavras que nos conduzem a uma viagem de sonhos, amores, suspense, terror, reflexão... <3

Diana Scarpine

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Inspiração...

 Em uma semana TÃO cheia e cansativa, preferi compor um versinho para descontrair: 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Campanha dia 20 de julho dê livro nacional de presente

Incentivando a leitura de autores nacionais

Mesmo antes de decidir publicar um livro (escrevo há dezessete anos e só agora resolvi publicar um livro), eu já conhecia e apoiava esta campanha, pois acho muito importante incentivar a leitura e a escrita, processos estes tão importantes para a geração de conhecimento e para o desenvolvimento do senso crítico.
Infelizmente, no Brasil, ainda há poucos leitores e o livro não é acessível a todos. Temos também um grande número de analfabetos e de analfabetos funcionais. Quem acompanha este blog sabe que eu sempre incentivo a leitura e a escrita e, como já descrevi aqui, ser escritor no Brasil não é fácil. Apesar disso, eu acredito que a educação e a geração de conhecimento são dois dos fatores fundamentais para termos um país melhor, no qual os direitos das pessoas serão respeitados.
As palavras educação e a geração de conhecimento hoje são muito faladas e já viraram modismo; mas, nem sempre, são devidamente utilizadas, gerando equívocos. Não vou entrar no mérito da questão agora, mas quero lembrar que a leitura e a escrita são fundamentais para que a educação e a geração de conhecimento se tornem uma realidade. Outro aspecto importante para isso é a valorização dos leitores e escritores brasileiros.
Na minha opinião, os leitores podem ser valorizados através do aumento e melhoria das bibliotecas, do barateamento dos livros, do incentivo à leitura desde a mais tenra idade (mães: Que tal lerem para seus filhos pequenos?), dentre outros aspectos. Os escritores podem ser valorizados através da compra e leitura de autores nacionais para estimulá-los a continuar na árdua luta de escrever no Brasil. Os livros internacional são bons, mas os nacionais também são!!! Além disso, é muito interessante ler livros que tem como contexto a realidade brasileira, que discutem problemas que nós brasileiros vivenciamos. Enfim... livros que tem a nossa cara, a cara do Brasil.
Assim, vamos incentivar a leitura de autores brasileiros!!! No dia 20 de julho, vamos dar um livro de um autor nacional de presente! Neste dia, podemos também nos auto presentearmos com livros nacionais. Afinal, dar livros de presente e comprar livros para si mesmo é contribuir para o próprio crescimento intelectual e também para o de outrem. <3

Diana Scarpine

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Escrever no Brasil: Vocação, Trabalho, Arte e MUITO Amor


Ontem, eu li uma entrevista de Luís Fernando Veríssimo falando de sua participação na FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) e ele citou que são poucos os escritores brasileiros que conseguem sobreviver de seus escritos. Eu já tinha pensado sobre isso e sobre aspectos relacionados a isso várias vezes. Todavia, suas palavras fizeram-me retomar esta reflexão. Concordo com ele e acrescento que não é fácil ser escritor no Brasil.
Na minha opinião, um escritor precisa ler MUITO, pesquisar MUITO, refletir MUITO, sonhar MUITO, viver novas experiências e ter inspiração para que possa tornar suas histórias interessantes e aprimorar sua forma de escrever.
Além disso, escrever não é fácil. É um processo trabalhoso e detalhado que exige muita dedicação e amor. É uma vocação, uma arte e um trabalho árduo. Quem sobrevive como escritor consegue se dedicar mais a estes aspectos que compõem a profissão. Todavia, pessoas que, como eu, precisam ter outro trabalho têm que fazer uma verdadeira ginástica diária para escrever; pois tem que se dedicar a dois trabalhos, o que torna o processo de escrever mais demorado.
No meu caso, muitas vezes, chego do trabalho cansada (após um dia cheio) e tenho que encaixar todas as atividades de escritora (ler, pesquisar, refletir, sonhar, viver novas experiências e buscar inspiração) nas atividades cotidianas, mas nem sempre consigo, porque estou com a cabeça muito cheia e tenho muitas coisas para resolver.
Há dias em que acordo inspirada. Os personagens me chamam, requisitam a minha atenção. Seu mundo e seus sentimentos estão abertos para que eu entre e possa convertê-los em palavras; mas só posso dizer-lhes: “Aguardem até a noite, preciso ir trabalhar agora”. Quando a noite chega e eu sento-me à frente do computador, já estou tão cansada que eles mesmos me dizem: “Voltaremos amanhã! Você está muito cansada”. E eu tenho que esperar um novo dia (ou uma nova noite) para me reconectar com eles. Apesar disso, o amor pela literatura e pela escrita sempre fala mais alto e eu volto a escrever.
Creio que muitos escritores brasileiros passam ou passaram por isso e creio que também não desistem; porque, como eu, amam escrever e acreditam que escrever não é apenas um trabalho, é uma arte que envolve muito amor e persistência para continuar escrevendo apesar do pouco tempo. <3
Diana Scarpine