quinta-feira, 13 de dezembro de 2012


Homenagem a Luís Gonzaga – o Rei do Baião


Mesmo com toda a correria do final de ano e de todas as mudanças que estão ocorrendo em minha vida, eu não podia deixar de homenagear Luís Gonzaga, o Rei do Baião. Apesar de ter pouco estudo, este nordestino de fibra soube, com a sua música, mostrar toda a beleza, as peculiaridades, a importância e a poesia de nosso amado Nordeste. Com suas belas letras, ele também soube ser crítico e mostrar para todo o Brasil o problema da seca que assola essa grande região do país. Ironicamente, no ano de seu centenário, o Nordeste vive uma de suas mais intensas secas e o povo nordestino sofre com a falta de água, com o intenso calor, com as mortes de seus animais, dentre outros aspectos da seca. Esta seca tornaram suas músicas “A triste partida” e “Asa Branca” novamente muito atuais.
Destaco também as músicas “ABC do sertão” (que fala da forma peculiar das crianças nordestinas aprenderem o ABC. Eu mesma aprendi assim!), Xote Ecológico (na qual ele já alertava sobre a poluição) e o Xote das Meninas, com um trecho do qual eu finalizo este post desejando que chova no Nordeste para acabar com a seca:

Mandacaru
Quando fulora na seca
É o siná que a chuva chega
No sertão (...)”

Chuva chegue ao sertão para florir o Mandacaru e acabar com todo esse sofrimento do nordestino! Dê este presente à memória do Rei do Baião no ano de seu centenário! <3      Diana Scarpine

quinta-feira, 15 de novembro de 2012


Acelerando...

Estamos chegando ao final de mais um ano e, consequentemente, de um ciclo ao longo do qual as pessoas costumam vivenciar novas experiências.
Desde que começou a contar o tempo, o ser humano gosta de registrar e de comemorar o fechamento dos ciclos e não é diferente quando o final do ano se aproxima. Quando se inicia novembro, as pessoas começam a correr desesperadamente, a acelerar no intuito de fechar o ano, aproveitar as festas, confraternizar com a família, dar e receber presentes, descansar, etc. Eu mesmo ando muito “sumida” do blog devido ao excesso de trabalho e à infinidade de coisas que eu tenho que concluir até o final do ano para cumprir os prazos apertadíssimos que reinam nesta época. E foi justamente esse “aperto” acompanhado de uma boa dose de cansaço que me fez pensar que tudo isso é válido desde que não se afundemos no consumismo sem limites, num estresse prejudicial à saúde e não nos esqueçamos de que estas comemorações não se resumem às festas e que, no primeiro dia útil do mês de janeiro, começa tudo de novo...<3

Diana Scarpine

domingo, 21 de outubro de 2012

Salve  a Escola Profissional de Menores e a Escola Parque em Jequié-BA

O objetivo principal deste blog é falar de literatura, principalmente dos romances que eu escrevo, mas ele também é um blog de variedades e utilidade pública. Então, no post de hoje, vou falar de algo que tem me incomodado muito: o descaso e o estado de abandono dos prédios da Escola Profissional de Menores e da Escola Parque em Jequié-BA.
No passado, os prédios da Escola Profissional de Menores e da Escola Parque  abrigaram e profissionalizaram muitos adolescentes e jovens da cidade de Jequié, mas hoje estão abandonados, servindo de abrigo para mendigos , meliantes e/ou usuários de drogas, provocando a insegurança da população do bairro do Mandacaru que mora em suas proximidades.
  Ambos os prédios citados são antigos, mas também são amplos. Se passassem por uma boa reforma, poderiam ser utilizados para atividades que contribuíssem para o desenvolvimento social da cidade de Jequié. Esta cidade precisa de melhores condições de saúde, educação, lazer, cultura e também da geração de empregos (o índice de desemprego é alto). Quaisquer destas atividades que fossem implantadas naqueles prédios contribuiria muito para melhorar o desenvolvimento socioeconômico da cidade de Jequié.
  Assim, penso que toda a população de Jequié (quem não é desta cidade também pode colaborar de alguma forma) se mobilize para pressionar as autoridades competentes para que tomem as providências quanto a situação destes prédios localizados em Jequié; pois, se eles continuarem como se encontram, darão mais prejuízos ao Estado (do que seu abandono já está dando) e contribuirão para aumentar o índice de marginalidade na referida cidade, bem como para a insegurança da população deste município.
  Creio que toda comunidade jequieense espera providências e um posicionamento das autoridades competentes sobre estes dois prédios. A deterioração crescente destes prédios é o dinheiro público sendo jogado do lixo, o que é inadmissível ocorrer, uma vez que há muitas pessoas neste município precisando de melhores oportunidades de saúde, educação e emprego, dentre outros aspectos que facultam o desenvolvimento humano.  Lembro que dinheiro público é de toda a população. Não pode ser desperdiçado. Deve ser utilizado para propiciar o desenvolvimento social da população.
  A situação destes prédios não é uma indignação só minha, é de toda a comunidade jequiense. É por acreditar que a situação dos prédios da Escola Profissional de Menores e da Escola Parque precisa ser mudada que lancei no Facebook a Campanha:

Salve  a Escola Profissional de Menores e a Escola Parque em Jequié-BA.
Diga NÃO ao desperdício de dinheiro público.
Apoie esta campanha compatilhando este post.

Outros blogs que também falam sobre a situação da Escola Profissional de Menores:

1. Escola de Menores foi invadida.
Acesso: 11/10/2012

2. Mesmo desprezado prédio da antiga Escola de Menores tem boas alternativas de aproveitamento
Acesso em: 11/10/2012

3. Prédio da antiga Escola de Menores aloja andarilhos
Acesso em: 11/10/2012

4. ESCOLA PROFISSIONALIZANTE DE JEQUIÉ CONTINUA ABANDONADA
Acesso em: 11/10/2012

De antemão, agradeço a todos que apoiarem a campanha! <3

Diana Scarpine

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Literatura: arte, entretenimento e crítica

Como arte que é, a literatura tem entre suas funções entreter o leitor, fazê-lo viajar durante a leitura, dar-lhe prazer e até fazê-lo vivenciar, através das letras, situações que ele não viveria em sua realidade cotidiana. Esta é uma característica muito importante, pois a literatura deve ser também uma forma de espairecer, descansar. Eu mesma costumo utilizar a leitura como fonte de descanso e para tentar me desconectar, momentaneamente, dos meus problemas. Percebo que, na atualidade, muitos escritores e leitores focam nisso: literatura como entretenimento. Durante muitos anos, eu também me foquei nisso, principalmente como leitora. Mas a literatura não é só isso.
Por ser arte, literatura também tem que ser crítica e contestatória, tem que mostrar a realidade dentro da ficção, discuti-la, debatê-la, fazer com que o leitor reflita sobre ela; pois a literatura também é formativa, tem um apelo e uma importância social muito grande. A literatura também é o retrato de um povo, um instrumento de luta, de protesto, de conscientização social. Muitas vezes, ela contém em si um grito que precisa ser ouvido. Um grito que não é apenas do escritor, mas da realidade em que ele vive ou que ele observa e que se utiliza da voz dele para tornar-se ouvido, notado; pois, a partir daí, ele chama outras pessoas à reflexão, à luta, constrói subsídios para que a realidade mude.
Desejo que nós, escritores, nunca nos esqueçamos dessa função social tão importante da literatura, que sempre nos façamos instrumento para que o grito de luta e protesto chegue a mais ouvidos e fortaleça-se para promover a mudança! <3
Diana Scarpine

sábado, 6 de outubro de 2012

A vida

Nesta noite, preferi compartilhar com vocês o produto das minhas reflexões esta semana. <3


domingo, 30 de setembro de 2012

Reflexões sobre a perspectiva do narrador

Tenho visto na web algumas discussões sobre o ponto de vista da narração (foco narrativo). Algumas pessoas defendem a narração em terceira pessoa, outras a em primeira pessoa. Isso me fez lembrar de algumas atividades que fiz nas minhas aulas de redação quando eu era adolescente, nas quais era preciso escrever a mesma história sobre vários pontos de vista. Toda vez que fazia este tipo de atividade, eu me entregava a várias reflexões e sempre me questionava: qual é, de fato, a verdade sobre a situação a ser narrada? O retorno destas indagações à minha mente instigaram-me a emitir aqui a minha opinião de leitora e escritora.
Para mim, toda e qualquer perspectiva narrativa é incompleta. Não existe uma perspectiva completa, pois toda ela é uma visão, até a do narrador em terceira pessoa. Em minha vida de escritora, se for contabilizar toda a minha produção, escrevi muito mais em terceira pessoa do que em primeira pessoa, mas enxergo um ponto crítico na perspectiva em terceira pessoa.
O narrador em terceira pessoa observa e/ou investiga o fato colhendo dados de diversos personagens, mas ele é limitado por não nos permitir conhecer o íntimo dos personagens, suas razões mais escusas e íntimas para agir, tomar decisões, etc. Em narrativas de suspense, pode ser um recurso interessante; mas para pessoas como eu que gostam de narrativas psicológicas e de entrar na mente dos personagens, às vezes, é um pouco frustrante, principalmente em romances. Até aqueles narradores em terceira pessoa que entram um pouco no pensamento dos personagens não conseguem fazê-lo muito profundamente; pois, na realidade, ninguém lê os pensamentos e sentimentos de ninguém, ninguém entra na mente de outra pessoa.
Muitas pessoas acham que a narrativa em primeira pessoa é narcisista, auto-centrada, mas eu acho que esse não é o principal defeito desse tipo de narrativa; aliás, acho que esse defeito nem sempre existe. Na minha opinião, ele acontece se o narrador-personagem for narcisista e isso depende de o autor querer fazê-lo/compô-lo assim. Penso que a maior imperfeição da narrativa em primeira pessoa é a sua perspectiva “viciada”, ou seja, o leitor só conhece uma versão da história, aquela que o autor quer apresentar. Todavia, ao contrário do que possa parecer, hoje, eu tenho uma preferência pela narrativa em primeira pessoa justamente pela possibilidade de entrar na cabeça do personagem, conhecer intimamente seus sentimentos e conflitos.
Discussões à parte, o importante mesmo é que o livro (independente do foco narrativo) esteja bem escrito e que, ao lê-lo, o leitor sinta prazer e embrenhe-se na história.
Se você concorda comigo, discorda ou deseja comentar o que eu escrevi, deixe um comentário! <3
Diana Scarpine

sábado, 22 de setembro de 2012

Tempo

Em mais uma semana sem tempo, em que eu lutei bravamente para esticá-lo ao máximo, nada melhor do que uns versinhos sobre o tempo para descontrair. <3
Diana Scarpine

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Correr contra o tempo

Como já comentei aqui e muitos de vocês já devem ter passado por isso também, há momentos de espera, mas há também momentos de “correr contra o tempo”. Esta fase geralmente vem após os momentos de espera e a sensação que dá é que, nesse período, tudo ocorre ao mesmo tempo. Parece que houve uma louca combinação do destino e tudo (ou quase tudo) que tinha que acontecer em sua vida desenrola-se no mesmo período. Aí uma série de perguntas assolam a mente: como fazer tudo ao mesmo tempo? O que priorizar? Como organizar e fazer com qualidade tantas coisas? Como não se afogar no meio de tanto trabalho?
Nas primeiras vezes em que isso aconteceu comigo, fiquei meio perdida e até um pouco desesperada; mas, com o tempo, percebi que isso parece ser algo relativamente comum (eu diria até inevitável) e que a melhor forma de lidar com isso não é se desesperar ou ficar com medo de se “afogar” nos afazeres, e sim, elaborar um cronograma, nem que seja um cronograma mental (às vezes, o tempo é TÃO curto que uso este tipo mesmo, mas um cronograma no computador ou mesmo no papel é muito melhor), do que deve ser feito primeiro e tentar organizar a execução das tarefas da forma mais coerente e com o menor gasto de tempo possível. Assim, à medida que você vai concluindo as tarefas, você vai “ ticando” ou marcando-as como realizadas e, após uma boa maratona de trabalho, você se dará conta de que tudo foi feito e que você pode, pelo menos momentaneamente, respirar aliviado até começar outro ciclo de esperas seguido de outro de correria. <3

Diana Scarpine

sábado, 8 de setembro de 2012

Entrelace está chegando!!!

Para todos que tem me perguntado e que, como eu, estão ansiosos pela publicação de “Entrelace: Caminhos que se cruzam ao acaso”, venho trazer uma ótima notícia: recebi esta semana o manuscrito revisado pela editora. Agora só preciso ler as sugestões da revisora e reencaminhar para a editora. Creio que, assim que eu devolvê-lo,  não demorará para que ele seja publicado. Então, agora é contagem regressiva para ver Entrelace nas livrarias e poder conhecer a história de Carol e Henri! <3
            Diana Scarpine

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

As incertezas da vida e o propósito das coisas

Muitas vezes, não entendemos o propósito das coisas que acontecem em nossas vidas. A vida é dinâmica e inesperada. Não temos como prever o futuro e, por mais que tentemos planejar as nossas vidas, nunca conseguimos torná-las previsíveis. Uma das provas disso é o fato de que, querendo ou não, um dia nunca é igual ao outro e não é possível reviver um momento que já passou, pois não se pode trazer o passado de volta e o futuro sempre será desconhecido. Quando se torna conhecido, o futuro deixa de ser futuro e passa a ser presente. Quando deixa de ser o momento, o presente passa a ser passado.

Talvez seja por causa destas facetas da vida que o propósito das coisas que acontecem nela nem sempre esteja claro, nem sejamos capazes de entender rapidamente seus objetivos e sua importância em nossas vidas. Então, quando não compreendemos ainda o propósito dos acontecimentos, o melhor é refletir e transformá-los numa fonte de aprendizado e crescimento pessoal; pois, um dia, quando o presente se tornar passado, poderemos vê-los de forma mais ampla e de um novo ângulo. Assim, seremos capazes de compreender seus reais propósitos e perceber a importância deles para nos tornarmos pessoas melhores, seja do ponto de vista pessoal ou profissional. <3


Diana Scarpine

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

sábado, 18 de agosto de 2012

Para relaxar...

Como esta semana foi MUITO cheia e estressante para mim, no intuito de relaxar um pouco, optei por postar uns versinhos ao invés de um texto em prosa. Contudo, como não poderia deixar de ser, os versos externam um pouco do que se passa atualmente em meu coração. <3


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Jorge Amado: histórias da Bahia para o Mundo

Este ano multiplicaram-se as homenagens locais e nacionais a Jorge Amado em função do centenário de seu nascimento (10/08/2012) e eu, como tantos, quero deixar minha homenagem registrada. Confesso que, inicialmente, fui compelida a ler seus livros por sua fama de imprimir sensualidade aos seus personagens. Como eu era muito jovem, este fato despertou a minha curiosidade; mas eu acabei lendo um de seus livros menos famosos (“Os velhos marinheiros ou o capitão de longo curso”) e que, na minha opinião, não dá muita ênfase à sensualidade. Alguns anos mais tarde, li a “Conquista das Américas pelos Turcos” e pude ver como ele aborda este tema e parti para a leitura de outros autores.
Recentemente, reencontrei-me com Jorge Amado na leitura de “Dona Flor e Seus Dois Maridos” e, agora mais experiente em leitura, pude entender sua real importância para a literatura brasileira. Considero-o importante não apenas por seus retratos de época; mas principalmente porque ele procura retratar a realidade social e a cultura da Bahia (seu estado de nascimento), notadamente das cidades de Salvador e Ilhéus, evocando também outras cidades como Itabuna e a minha Jequié (Dr. Teodoro é jequieense). Seus personagens costumam ser pessoas do povo, que possuem uma vida simples e corriqueira, através dos quais ele nos mostra seu amor pela Bahia e fornece-nos ensejo à reflexão de vários temas sociais, mostrando-os como eles eram encarados à época da história que ele nos narra.
Enfim, até hoje, Jorge Amado conquista leitores não apenas pela sensualidade de muitos de seus personagens, mas também por sua baianidade e pela apresentação de realidades passadas no interior do coração do Brasil.
Deixo aqui, então, minha homenagem àquele que tornou a Bahia e sua cultura conhecida em todo o mundo. <3

Diana Scarpine

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Quando é necessário esperar...

Na atualidade, tudo acontece de forma muito rápida e intensa, sejam as comunicações, as relações de trabalho ou até os eventos de nosso cotidiano. Tudo parece não querer ou tolerar a espera. Se antigamente as pessoas se debruçavam às janelas de suas casas esperando que algo acontecesse; hoje, postamo-nos à frente do computador devorando mais e mais notícias (úteis ou fúteis) que, muitas vezes, nos proporcionam uma sobrecarga de informações e sua consequente dificuldade de assimilação.
Mesmo que a nossa rotina acelerada nos diga o contrário, esperar é uma realidade constante para todo ser humano. É algo inevitável. Assim é importante assinalar que, muitas vezes, a espera proporciona-nos algo muito melhor do que o imediatismo nos proporcionaria. Às vezes, as consequências do imediatismo são piores do que a espera e fazem com que nos arrependamos de não ter esperado.
Lembro-me que, há alguns anos atrás, eu estava vivendo umas das minhas muitas fases de espera. Nesta época, para mim, viver um dia era como viver um ano: era algo longo e difícil. Cada minuto era como se eu me sufocasse na espera. Cada dia a menos era um suspiro de alívio. Aquela espera tão difícil e sufocante findou-se e trouxe-me algo muito melhor.
Com o passar dos anos vieram tantas outras esperas! Algumas com desfechos maravilhosos e outras nem tanto; mas, com tantas esperas, aprendi que elas são momentos de aprendizagem e reflexão que nos conduzem ao crescimento, que nos tornam mais serenos e preparados para as alegrias da vida e também para os obstáculos que temos que superar em função dela.
Este ano tem sido um ano de muitas esperas para mim, tanto na vida pessoal como na vida profissional. Reconheço que, apesar de todo o aprendizado que já colhi nas minhas outras esperas, às vezes, sinto uma ansiedade quase desesperante, uma vontade de que as coisas aconteçam à velocidade da luz...Mas depois paro, respiro fundo e recordo-me que a vida é essencialmente feita de esperas e que ela é muito curta para que queiramos torná-la ainda mais curta. Então, mergulho na reflexão de todas as facetas da realidade que compõem a minha espera, penso em tudo que posso aprender e crescer com isso e procuro relaxar. Resigno-me a esperar, lutando de forma proativa, para que a espera se converta na realidade que eu desejo ou em algo ainda melhor. Neste contexto, é sempre bom lembrar que esperar não significa ficar “de braços cruzados”, e sim, lutar, mesmo sabendo que a solução e/ou o resultado almejado nem sempre será imediato.
E o que fazer para relaxar se a ansiedade for tão grande que ameace corroer a mente e o coração com os seus fantasmas e os seus medos? Como se desvincular disso? A melhor forma de lidar com isso é ter confiança em si mesmo e procurar relaxar. Uma das formas de relaxar é ler um livro. Ler sempre faz bem e um livro é sempre um bom amigo, inclusive nos momentos em que esperar é preciso e inevitável. <3

Diana Scarpine

quarta-feira, 25 de julho de 2012


Leitor e escritor: um encontro marcado no tempo


Uma homenagem ao dia do escritor: 25 de julho

Falar é dizer ao vento. Escrever é contar ao tempo”. Pe. Antônio Francisco Bohn

Nada melhor do que esse pensamento para iniciar este post num dia tão especial para mim e para tantas outras pessoas que exercem a arte de escrever. Ser escritor é uma arte; mas, acima de tudo, é ser um sonhador, um imortalizador de ideias e sentimentos.
O escritor consegue transpor a barreira do tempo, falar ao coração, instruir, fazer refletir e desenvolver senso crítico, envolvendo os leitores num encontro atemporal. Quantas vezes eu já me vi completamente imersa a tal ponto em uma história que me senti como se estivesse lá, assistindo a tudo ou até participando da história! Quantas vezes que eu já me vi sentada ao lado de Machado de Assis em sua casa no Cosme Velho, ouvindo-o contar a história de Capitu e de tantas outras de suas personagens! Quantas vezes ele, autodidata, já me deu aulas de português! Quantas vezes já me vi caminhando por um bosque com Jane Austen enquanto ela me contava as histórias de Elizabeth e Elinor? Quantas vezes já não admirei a baianidade de Jorge Amado, no Rio Vermelho, enquanto ele me falava das “artes” de Dona Flor, Vadinho e Dr. Teodoro?
E assim foram e são minhas muitas viagens através das páginas de muitos autores e autoras... Estas levaram-me e incentivaram-me a mergulhar em minhas próprias páginas, a criar meus mundos, a compreender o drama de meus personagens e a fazer deles objeto de reflexão. Abrir um livro é ampliar horizontes, aprender com prazer e gerar conhecimento. É conversar com alguém sem que esta pessoa esteja fisicamente presente. É um diálogo através do tempo e do espaço.
Assim, no dia de hoje, lembro o quão maravilhosa é essa conversa atemporal que temos com os escritores e o quanto é instigante lançar-se nesta aventura que é escrever um livro. De certa forma, escrever é imortalizar-se em palavras através de um encontro marcado com o leitor, que se inicia no momento em que descerramos um livro e encontramos a primeira página repleta de palavras que nos conduzem a uma viagem de sonhos, amores, suspense, terror, reflexão... <3

Diana Scarpine

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Inspiração...

 Em uma semana TÃO cheia e cansativa, preferi compor um versinho para descontrair: 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Campanha dia 20 de julho dê livro nacional de presente

Incentivando a leitura de autores nacionais

Mesmo antes de decidir publicar um livro (escrevo há dezessete anos e só agora resolvi publicar um livro), eu já conhecia e apoiava esta campanha, pois acho muito importante incentivar a leitura e a escrita, processos estes tão importantes para a geração de conhecimento e para o desenvolvimento do senso crítico.
Infelizmente, no Brasil, ainda há poucos leitores e o livro não é acessível a todos. Temos também um grande número de analfabetos e de analfabetos funcionais. Quem acompanha este blog sabe que eu sempre incentivo a leitura e a escrita e, como já descrevi aqui, ser escritor no Brasil não é fácil. Apesar disso, eu acredito que a educação e a geração de conhecimento são dois dos fatores fundamentais para termos um país melhor, no qual os direitos das pessoas serão respeitados.
As palavras educação e a geração de conhecimento hoje são muito faladas e já viraram modismo; mas, nem sempre, são devidamente utilizadas, gerando equívocos. Não vou entrar no mérito da questão agora, mas quero lembrar que a leitura e a escrita são fundamentais para que a educação e a geração de conhecimento se tornem uma realidade. Outro aspecto importante para isso é a valorização dos leitores e escritores brasileiros.
Na minha opinião, os leitores podem ser valorizados através do aumento e melhoria das bibliotecas, do barateamento dos livros, do incentivo à leitura desde a mais tenra idade (mães: Que tal lerem para seus filhos pequenos?), dentre outros aspectos. Os escritores podem ser valorizados através da compra e leitura de autores nacionais para estimulá-los a continuar na árdua luta de escrever no Brasil. Os livros internacional são bons, mas os nacionais também são!!! Além disso, é muito interessante ler livros que tem como contexto a realidade brasileira, que discutem problemas que nós brasileiros vivenciamos. Enfim... livros que tem a nossa cara, a cara do Brasil.
Assim, vamos incentivar a leitura de autores brasileiros!!! No dia 20 de julho, vamos dar um livro de um autor nacional de presente! Neste dia, podemos também nos auto presentearmos com livros nacionais. Afinal, dar livros de presente e comprar livros para si mesmo é contribuir para o próprio crescimento intelectual e também para o de outrem. <3

Diana Scarpine

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Escrever no Brasil: Vocação, Trabalho, Arte e MUITO Amor


Ontem, eu li uma entrevista de Luís Fernando Veríssimo falando de sua participação na FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) e ele citou que são poucos os escritores brasileiros que conseguem sobreviver de seus escritos. Eu já tinha pensado sobre isso e sobre aspectos relacionados a isso várias vezes. Todavia, suas palavras fizeram-me retomar esta reflexão. Concordo com ele e acrescento que não é fácil ser escritor no Brasil.
Na minha opinião, um escritor precisa ler MUITO, pesquisar MUITO, refletir MUITO, sonhar MUITO, viver novas experiências e ter inspiração para que possa tornar suas histórias interessantes e aprimorar sua forma de escrever.
Além disso, escrever não é fácil. É um processo trabalhoso e detalhado que exige muita dedicação e amor. É uma vocação, uma arte e um trabalho árduo. Quem sobrevive como escritor consegue se dedicar mais a estes aspectos que compõem a profissão. Todavia, pessoas que, como eu, precisam ter outro trabalho têm que fazer uma verdadeira ginástica diária para escrever; pois tem que se dedicar a dois trabalhos, o que torna o processo de escrever mais demorado.
No meu caso, muitas vezes, chego do trabalho cansada (após um dia cheio) e tenho que encaixar todas as atividades de escritora (ler, pesquisar, refletir, sonhar, viver novas experiências e buscar inspiração) nas atividades cotidianas, mas nem sempre consigo, porque estou com a cabeça muito cheia e tenho muitas coisas para resolver.
Há dias em que acordo inspirada. Os personagens me chamam, requisitam a minha atenção. Seu mundo e seus sentimentos estão abertos para que eu entre e possa convertê-los em palavras; mas só posso dizer-lhes: “Aguardem até a noite, preciso ir trabalhar agora”. Quando a noite chega e eu sento-me à frente do computador, já estou tão cansada que eles mesmos me dizem: “Voltaremos amanhã! Você está muito cansada”. E eu tenho que esperar um novo dia (ou uma nova noite) para me reconectar com eles. Apesar disso, o amor pela literatura e pela escrita sempre fala mais alto e eu volto a escrever.
Creio que muitos escritores brasileiros passam ou passaram por isso e creio que também não desistem; porque, como eu, amam escrever e acreditam que escrever não é apenas um trabalho, é uma arte que envolve muito amor e persistência para continuar escrevendo apesar do pouco tempo. <3
Diana Scarpine

terça-feira, 26 de junho de 2012

Os benefícios da leitura


Uma amiga postou esta imagem no facebook e eu a achei tão interessante que, além de compartilhá-la, resolvi postá-la aqui no blog também.

Eu considero a leitura uma atividade intelectualmente completa; pois, além de divertir e dar prazer, ela gera e fomenta conhecimento, faz pensar, estimula a reflexão. Enfim, é uma viagem inesquecível que só faz bem. Todavia, é uma pena que, no Brasil, o número de leitores ainda seja muito pequeno e os livros e o conhecimento ainda não sejam acessíveis a todos!!!

Então, vamos incentivar e fomentar a leitura! Para quem não tem o hábito de ler, pode parecer difícil, mas não é. Para começar, é só pegar um livro que lhe pareça interessante e se comprometer realizar a seguinte tarefa: todos os dias, no melhor horário para você, leia três linhas do livro. Aos poucos, você se interessará pelo livro, tomará gosto pela leitura e a tarefa deixará de ser uma tarefa, passará a ser uma PAIXÃO da qual você não conseguirá se separar!!!! Ler é MUITO bom!!! <3

quinta-feira, 24 de maio de 2012


Este é o meu primeiro romance que será publicado. Seu lançamento está previsto para setembro de 2012 pela Editora Baraúna. 

 
"Um homem. Uma mulher. Aparentemente desconhecidos, separados por quilômetros de distância, mas unidos pelo amor ... Destinos entrelaçados pelo acaso, mas implacavelmente afastados pelo preconceito... Amor e preconceito digladiando-se num profundo e intenso embate... Será o amor capaz de vencer o preconceito? Ou o preconceito será capaz de subjugar o amor presente no coração de uma mulher?"